Sobre as Vacinas

VACINAÇÃO INFANTIL

VACINAÇÃO INFANTIL

PERGUNTAS E RESPOSTAS VACINAÇÃO CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS

Qual a vacina que será disponibilizada para as crianças? 

No Brasil, existe apenas uma vacina autorizada pela ANVISA, para aplicação em pessoas de 5 a 11 anos. A vacina contra a Covid-19 para as crianças é do laboratório PFIZER/BIONTECH para uso pediátrico. O frasco tem a tampa de cor de LARANJA. A vacina deverá ser aplicada via intramuscular.

A vacina contra covid-19 das crianças é diferente da vacina dos adultos e adolescentes? 

Sim, a formulação da vacina é diferente. A Pfizer produz três tipos diferentes de vacina contra a covid-19. Elas apresentam diferenças entre as apresentações e excipientes*. o frasco da vacina de adultos e adolescentes tem a tampa na cor ROXA. A vacina das crianças tem a tampa cor de LARANJA. A dose para as crianças é diferente, ou seja, 0,2 ml.

*Excipientes são as substâncias que fazem parte da composição da vacina.

Qual o esquema vacinal da vacina covid-19 nas crianças? 

Serão duas doses de vacina contra a covid-19 para crianças. O intervalo dessas doses deve ser, no mínimo, de 21 dias conforme consta na bula*. 

No Brasil, será adotado o intervalo de 8 semanas, conforme definição do Ministério da Saúde**. 

*Bula da dose da Pfizer infantil: https://www.pfizer.com.br/sites/default/files/inline-files/Comirnaty_Profissional_de_Saude_24.pdf
** NOTA TÉCNICA Nº 2/2022-SECOVID/GAB/SECOVID/MS 

A vacina deve ser diluída? 

Sim, a vacina deve ser diluída com 1,3 mL de solução fisiológica 0,9%. 

Apresentação:
Comirnaty® para crianças de 5 a 11 anos de idade (5 a menos de 12 anos de idade) 10 µg/dose contém 1,3 mL de suspensão injetável concentrada (10 doses/frasco) armazenadas em caixas.
Cada caixa possui 10 frascos de vacina com tampa laranja. 

Qual a validade do frasco depois de aberto? 

O tempo de validade do frasco de vacina depois de aberto é de 12 horas. 

Pode-se realizar a vacina contra a covid-19 junto com as outras vacinas do calendário vacinal das crianças? 

NÃO. A vacina contra a covid-19 nas crianças não deve ser feita no mesmo momento das outras vacinas do calendário vacinal. O intervalo recomendado é de 15 dias entre a vacina contra a covid-19 e as outras vacinas (NOTA TÉCNICA Nº 2/2022-SECOVI/GAB/SECOVI/MS). 

Justificativa: garantir que qualquer evento adverso ou efeito que possa ser atribuível à vacina, não seja confundido com a exposição a outros imunizantes ou fármacos. Assim como, evitar qualquer possibilidade de interação ou outro fator ainda não pesquisado ou reconhecido, visto que a aplicação da vacina está sendo em grande escala no mundo inteiro. 

É necessária a prescrição médica para vacinar as crianças de 05 a 11 anos de idade?

Não será necessária a prescrição médica para a aplicação da vacina.
(Resolução CIB/RS nº 506/21NOTA TÉCNICA Nº 2/2022-SECOVID/GAB/SECOVID/MS). 

Eventos adversos leves (inchaço no local da injeção, dor no local, vermelhidão, entre outros) devem ser notificados?  

Sim, todos os eventos adversos devem ser notificados pelas Unidades de Saúde no e-SUS Notifica. Os pais ou responsáveis pelas crianças vacinadas devem ser orientados sobre os possíveis eventos adversos e para procurarem um serviço de saúde se ocorrer alguma suspeita de reação adversa. 

MATERIAIS E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES - Anvisa

Anvisa aprova vacina da Pfizer contra Covid para crianças de 5 a 11 anos

COMUNICADO PÚBLICO: Avaliação pela Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos e pela Gerência Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Vacina Comirnaty (Pfizer/Wyeth) para Crianças de 5 a 11 anos- 16/12/2021

- Vídeo ANVISA - Comunicado público 16/12/2021

Apresentação Ampliação de Uso da Vacina Comirnaty® (Pfizer) para a população pediátrica (5 a 11 anos)

Ampliação de faixa etária Formulação pediátrica Comirnaty

- Vídeos Depoimentos dos especialistas externos que acompanharam a avaliação da vacina para crianças

- Vídeo Anvisa Orientações sobre vacina da Pfizer para crianças

VACINAS

Até o momento, o Município recebeu os seguintes tipos de vacina contra a Covid-19:

  • Coronavac
  • Oxford/AstraZeneca
  • Pfizer/Biontech
  • Janssen

CORONAVAC

A vacina adsorvida covid-19 (inativada) é indicada para imunização ativa para prevenir casos de covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, em indivíduos com 18 anos ou mais.

A vacinação com a vacina adsorvida covid-19 (inativada) estimula o corpo a induzir imunidade contra o vírus SARS-CoV-2, para prevenção de doenças causadas pelo mesmo.

Pesquisadores do Instituto Butantan, que liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, divulgaram que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% em voluntários que receberam duas doses com intervalo de 14 dias. O instituto também informa que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% em evitar quadros moderados e graves.

O laboratório Sinovac informou ainda que um estudo clínico com a CoronaVac realizado no Brasil mostrou que o imunizante foi mais eficaz em um pequeno grupo que recebeu a segunda dose do fármaco com um intervalo maior, chegando à taxa de proteção de 70% com um período de três semanas entre as doses.

A Secretaria da Saúde recomenda que a segunda aplicação da Coronavac ocorra 28 dias depois da primeira.

Como todo o medicamento, a vacina adsorvida covid-19 (inativada), pode provocar eventos adversos, dos quais alguns podem exigir atendimento médico.

Reações adversas observadas a partir de estudos clínicos:

Reações muito comuns (podem ocorrer mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor no local da aplicação, dor de cabeça, cansaço.

Reações comuns (podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): febre, dor no corpo, diarréia, náusea, dor de cabeça, dor muscular,calafrios,  perda de apetite,  tosse,  dor nas articulações, coceira, coriza, congestão nasal, dor ao engolir.

Reações incomuns (podem ocorrer  entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, reação alérgica, pressão arterial elevada, hipersensibilidade alérgica ou imediata, dor de garganta,espirros, fraqueza muscular, sonolência, mal estar, hipotermia, desconforto nos membros, dor nas extremidades, dor abdominal superior, dor nas costas, vertigem, falta de ar,inchaço e, no local da aplicação, hematoma, coloração anormal, inchaço, coceira, vermelhidão, diminuição da sensibilidade e endurecimento.

OXFORD /ASTRAZENECA

A vacina da Oxford/AstraZeneca, que tem no Brasil acordo com a Fiocruz, tem a segunda dose prevista para 12 semanas após a primeira.

A eficácia da vacina da Oxford/AstraZeneca é de 82,4% após a segunda dose.

A Vacina covid-19 (recombinante) é indicada para a imunização ativa de indivíduos a partir de 18 anos de idade para a prevenção da doença do coronavírus 2019 (COVID-19). Estimula as defesas naturais do corpo (sistema imune). Isso faz com que o corpo produza sua própria proteção (anticorpos) contra o vírus causador da COVID-19, o SARS-CoV-2. isso ajudará a proteger você contra a COVID-19 no futuro. Nenhum dos ingredientes dessa vacina pode causar a COVID-19.

Como todos os medicamentos, essa vacina pode causar efeitos colaterais, apesar de nem todas as pessoas os apresentarem. Foram observados coágulos sanguíneos importantes em combinação com níveis baixos de plaquetas no sangue (trombocitopenia) muito raramente (com uma frequência inferior a 1 em 100.000 indivíduos vacinados).

Procure atendimento médico imediatamente se, alguns dias após a vacinação, você tiver algum dos seguintes sintomas:  sentir uma dor de cabeça grave ou persistente, visão turva, confusão ou convulsões,  desenvolver falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor nas pernas ou dor abdominal persistente,  notar hematomas incomuns na pele ou identificar pontos redondos além do local da vacinação.

 Procure atendimento médico urgente se tiver sintomas de uma reação alérgica grave. Essas reações podem incluir uma combinação de qualquer um dos seguintes sintomas:  sensação de desmaio ou tontura , mudanças no seu batimento cardíaco,  falta de ar ou respiração ofegante,  inchaço dos lábios, rosto ou garganta.

 Em estudos clínicos com a vacina, a maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve a moderada e resolvida dentro de poucos dias. Menos efeitos colaterais foram relatados após a segunda dose. Se efeitos colaterais como dor e/ou febre estiverem incomodando, informe o seu profissional de saúde, ele poderá indicar o uso de algum medicamento para alivio destes sintomas, como por exemplo medicamentos contendo paracetamol. Após a vacinação, você pode ter mais de um efeito colateral ao mesmo tempo (por exemplo, dores musculares/articulares, dores de cabeça, calafrios e mal-estar geral). Se algum dos seus sintomas persistir, consulte o seu profissional de saúde.

 Os efeitos colaterais que ocorreram durante os estudos clínicos com a vacina covid-19 (recombinante) foram:

Muito comum (pode afetar mais de 1 em cada 10 pessoas) :sensibilidade, dor, sensação de calor, coceira ou hematoma (manchas roxas) onde a injeção é administrada, sensação de indisposição de forma geral, sensação de cansaço (fadiga), calafrio ou sensação febril, dor de cabeça, enjoos (náusea), dor na articulação ou dor muscular.·

 Comum (pode afetar até 1 em cada 10 pessoas): inchaço, vermelhidão ou um caroço no local da injeção, febre,  enjoos (vômitos) ou diarréia, sintomas semelhantes aos de um resfriado como febre acima de 38 °C, dor de garganta, coriza (nariz escorrendo), tosse e calafrios.

 Incomum (pode afetar até 1 em cada 100 pessoas) : sonolência ou sensação de tontura, diminuição do apetite, dor abdominal, linfonodos (ínguas) aumentados, sudorese excessiva, coceira na pele ou erupção na pele.

Muito raro (pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas): coágulos sanguíneos importantes em combinação com níveis baixos de plaquetas no sangue (trombocitopenia) foram observados com uma frequência inferior a 1 em 100.000 indivíduos vacinados.  Plaquetas sanguíneas baixas (trombocitopenia).

Desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):  reação alérgica grave (anafilaxia), inchaços graves nos lábios, face, boca e garganta (que pode causar dificuldade em engolir ou respirar)

Em ensaios clínicos, foram notificados casos muito raros de eventos associados a inflamação do sistema nervoso, que podem causar dormência, sensação de formigamento e/ ou perda de sensibilidade. No entanto, não está confirmado se esses eventos foram devido à vacina.

Algumas pessoas relataram calafrios com tremores (em alguns casos rigidez) e aumento da temperatura corporal, possivelmente com sudorese, dor de cabeça (incluindo dores semelhantes à enxaqueca), náusea, dores musculares e mal-estar, começando em até um dia da vacinação e durando geralmente um ou dois dias. Se a sua febre for alta e durar mais de dois ou três dias, ou se apresentar outros sintomas persistentes, isso pode não ser devido aos efeitos colaterais da vacina e você deve seguir as orientações apropriadas de acordo com seus sintomas.

Se você observar qualquer efeito colateral não mencionado nessa bula, informe o profissional de saúde. Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

PFIZER/BIONTECH

ComirnatyTM é uma vacina para prevenir a doença COVID-19 provocada pelo vírus SARS-CoV-2 em indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos. A vacina faz com que o sistema imune (as defesas naturais do organismo) produza anticorpos e células de defesa que atuam contra o vírus SARS-CoV-2, possibilitando assim a proteção contra a doença COVID-19. Uma vez que a ComirnatyTM possui apenas uma parte sintética do material genético do vírus, e não o vírus em si, ela não provoca a doença COVID-19 em quem a recebe.

As doses da vacina da Pfizer/Biontech precisam ser mantidas congeladas a uma temperatura de -80 ºC, sendo necessário o uso de ultrafreezers. O seu transporte e armazenamento requer caixas próprias com 31 quilos de gelo seco, onde podem ficar armazenadas por até 30 dias, desde que o gelo seco seja trocado a cada cinco dias.

Por até 14 dias podem ser mantidas a -20ºC, temperatura atingida por um freezer comum. Depois de descongeladas, podem ser mantidas por até cinco dias em refrigeração entre 2ºC e 8ºC (geladeira comum). Isto dá uma vida útil de até 49 dias após a retirada do ultrafreezer.

Uma vez levada às geladeiras comuns ou refrigeradores, elas não poderão ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois). O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa chamado de “baixo volume morto”, para ter o menor desperdício possível do líquido e os vacinadores conseguirem extrair todas as seis doses de cada frasco.
Para o esquema vacinal completo, serão necessárias duas doses com um intervalo de 21 dias ou mais. A melhor resposta, de acordo com a Pfizer, é com exatos 21 dias, mas, se passar, não há erro vacinal.

A eficácia da vacina, de acordo com o produtor, é de 95%.

Como todas as vacinas, a ComirnatyTM pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor e inchaço no local de injeção, cansaço, dor de cabeça, diarreia, dor muscular, dor nas articulações, calafrios e febre.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vermelhidão no local de injeção, náusea e vômito.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas), reações de hipersensibilidade [por exemplo, erupção cutânea (lesão na pele), prurido (coceira), urticária (alergia da pele com forte coceira), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa)], sensação de mal estar, dor nos membros (braço), insônia e prurido no local de injeção.

Reação rara (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes): paralisa facial aguda.

Desconhecida (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis): reação alérgica grave (anafilaxia).

Comunicação dos efeitos adversos Se tiver quaisquer efeitos adversos, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Estes incluem quaisquer efeitos adversos possíveis não mencionados nesta bula. Ao comunicar os efeitos adversos pode ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

JANSSEN

A vacina covid-19 (recombinante) é indicada para  imunização ativa para prevenir a COVID-19 causada pelo SARS-CoV-2 em indivíduos com 18 anos de idade ou mais. O uso desta vacina deve estar de acordo com as recomendações oficiais

O principal diferencial da Janssen, da Johnson & Johnson, em relação aos demais já disponíveis é a necessidade de apenas uma dose, atingindo eficácia de até 85% para casos graves da doença depois de 28 dias da aplicação. A eficácia global da vacina para casos leves, de acordo com a bula, é 67% em todos os indivíduos.

Reações adversas relatadas após vacinação com a vacina covid-19 (recombinante):

Muito comum: cefaléia, náusea, mialgia, fadiga; dor no local da injeção

Comum: tosse, artralgia, pirexia, eritema no local da injeção,  inchaço no local da injeção, calafrios

Incomum:  tremor, espirros; dor orofaríngea, irritação na pele, hiperidrose, fraqueza muscular, dor nas extremidades,  dor nas costas, astenia,  mal-estar

Raro:  hipersensibilidade ,  urticária

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): anafilaxia

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE AS VACINAS

A vacina é gratuita?

Sim. A vacina é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina é obrigatória?
Não. As vacinas nunca são obrigatórias no país. Mas existem restrições da vida civil, como para concursos públicos, inscrição no Bolsa Família e viagens internacionais.

Como é escolhida a marca das vacinas para distribuição entre os municípios?
O Estado distribui as doses conforme recebe as remessas do Ministério da Saúde. Essa distribuição procura encaminhar, por exemplo, doses da vacina de Oxford para municípios que já receberam o imunizante anteriormente. O objetivo é assegurar a vacinação da mesma faixa etária em determinado município com o mesmo imunizante. Mas a distribuição depende da disponibilidade de cada vacina e dos quantitativos enviados pelo MS.

Por que as cidades vacinam idosos de idades diferentes?
Porque depende do ritmo de vacinação de cada município. O Ministério da Saúde envia os lotes ao Estado, que distribui aos municípios e as prefeituras aplicam.
Na medida em que o município completa a faixa etária indicada, pode avançar para a próxima faixa. Essas diferenças entre os municípios ocorrem, por exemplo, em função da velocidade de aplicação, tamanho do grupo a ser vacinado e outros fatores.

Para se vacinar, o idoso precisa ter a idade indicada pela prefeitura completada até o dia da vacina?
Precisa já ter completado a idade indicada até o dia da vacina.

Como o governo do RS divide pelas cidades gaúchas cada lote de vacinação que recebe?
O cálculo é feito a partir de estimativas populacionais do grupo prioritário que está sendo vacinado no momento. Sempre que chega um novo lote de vacinas, os municípios, representados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), e a Secretaria da Saúde do RS, pactuam quem será vacinado, fazendo a estratificação a partir dos grupos prioritários. O cálculo leva em conta a quantidade de doses disponíveis, os grupos prioritários a serem contemplados e as estimativas populacionais.

Uma pessoa pode se vacinar em uma cidade na primeira dose e em outra cidade na segunda dose?
Sim. A vacinação pode ser realizada em qualquer município, independentemente de comprovação domiciliar. O ideal é tomar as duas doses no município de residência.

Pode-se escolher marca da vacina para se vacinar?
Não.

É possível a vacina causar a Covid-19?
Não. Nenhuma das vacinas em fase clínica é viva atenuada, que seria a única possibilidade, ainda que bastante remota, de ocorrer um processo de reversão da vacina para a forma ativa do vírus. As vacinas têm diferentes plataformas tecnológicas, que não permitem esse processo de reversão e, consequentemente, a possibilidade de causar doença.

Quem tomar a primeira dose da vacina A poderá tomar a segunda dose da vacina B?
Não. O esquema vacinal completo, com duas doses para a vacina específica, é essencial para obter a resposta imune esperada para cada plataforma tecnológica. A proteção em indivíduos com esquemas vacinais incompletos, ou com doses de vacinas diferentes, não foi avaliada nos estudos clínicos.

Quais os efeitos adversos que as vacinas podem causar?
Isso vai depender de qual vacina estamos falando. Cada estudo clínico avalia as possibilidades de efeitos adversos causados pela vacina em análise.

Coronavac - No local da injeção, podem aparecer os seguintes sintomas: dor, inchaço, vermelhidão, caroço duro, coceira, mancha roxa e infecções no local. O vacinado também pode apresentar dor de cabeça, dor nos músculos, diarreia, náusea, cansaço e, mais raramente, febre.

Oxford/AstraZeneca - Sensibilidade no local da injeção, dor local, dor de cabeça, fadiga, mialgia, mal-estar, febre, calafrios e artralgia, náusea. A maioria das reações adversas foram leves a moderadas e se resolveram dentro de poucos dias após a vacinação. As reações adversas foram menos frequentes após a segunda dose do que a primeira.

Quais são as contraindicações para a vacina?
- hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina;
- para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina Covid19.

Pessoas com alergia a ovo podem tomar a vacina contra o coronavírus?
Apenas os indivíduos com formas graves de alergia ao ovo, como urticária e reações anafiláticas, não devem receber as vacinas que possuem esse componente. É importante consultar um médico, pois só ele pode definir se há contraindicação à vacinação. As pessoas com reações alérgicas a qualquer vacina devem ser encaminhadas para um Centro de Imunobiológicos Especiais (CRIE) para avaliação.

Pessoas com quadros alérgicos graves podem tomar a vacina contra o coronavírus?
A grande maioria dos pacientes alérgicos a medicamentos ou a alimentos não são alérgicos a algum componente específico da vacina. Porém, os pacientes com histórico de alergias graves a algum componente das vacinas ou a uma dose prévia de alguma delas devem ser avaliados com cautela pelo especialista para decidir se esta deverá ser contraindicada, aplicada com supervisão médica ou se estará indicado protocolo de dessensibilização.

Portadores de doenças autoimunes podem tomar a vacina contra o coronavírus?
Preferencialmente, o paciente deve ser vacinado estando com a doença controlada ou em remissão, como também em baixo grau de imunossupressão ou sem imunossupressão. Essa não é uma condição imprescindível para que o paciente seja vacinado, mas um cenário ideal. Em outras situações, é fundamental discutir com um médico qual o melhor momento para a vacinação.

Pessoas que tomam medicamentos de uso controlado podem tomar a vacina contra o coronavírus?
A vacina somente é contraindicada às pessoas que têm hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos componentes, além daquelas que já apresentaram uma reação alérgica intensa confirmada ao tomar uma dose anterior de uma vacina contra a Covid-19.

Quanto tempo demora para as pessoas terem imunidade após a vacinação?
Quinze dias após a aplicação da segunda dose. O esquema vacinal completo com duas doses é necessário para obter a resposta imune esperada para a prevenção da Covid-19. A segunda dose da vacina da marca CoronaVac deve ser aplicada de duas a quatro semanas depois da primeira. Para a marca Oxford/AstraZeneca, a prescrição é de 12 semanas de intervalo.

Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19 ou com a infecção confirmada podem se vacinar?
Em geral, como para todas as vacinas, diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se o adiamento da vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.

Quem já teve Covid-19 pode se vacinar?
Sim. Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-COV-2.
Nenhum ajuste de dose é necessário em pessoas com infecção prévia por SARS-COV-2.


Depois de vacinadas as pessoas precisam continuar usando máscara?
Sim. A orientação é que as pessoas vacinadas mantenham as medidas de proteção até que a maior parte da população esteja vacinada, o que deve demorar algum tempo. Só então será possível atingir a chamada "imunidade de rebanho". Enquanto esse estágio não for alcançado, não há garantia de que as pessoas vacinadas não possam ser vetores da doença.

Usar máscaras e manter o isolamento social será importante tanto para você se proteger, caso seja parte da minoria das pessoas em que a vacina não gerará efeito imunizante, quanto para proteger outras pessoas.

Há possibilidade de doar sangue após ser vacinado?
Por se tratar de vacina de vírus inativado, após a vacinação com a vacina Coronavac o indivíduo deve aguardar 48h após cada dose antes de realizar doação de sangue. Para a vacina de Oxford/AstraZeneca é preciso aguardar um período de 7 dias após cada dose.

Gestantes e lactantes no grupo de risco podem se vacinar?
A vacinação nesses grupos poderá ser realizada após avaliação entre a mulher e seu médico prescritor, considerando o nível potencial de contaminação do vírus na comunidade, a potencial eficácia da vacina, o risco e a potencial gravidade da doença materna.

Qual o critério para a definição dos grupos prioritários no PNI?
Os grupos prioritários são formados por indivíduos que apresentam maior risco de agravamento e óbito devido a condições clínicas e demográficas, como idosos e pessoas com comorbidades Existem ainda grupos com elevado grau de vulnerabilidade social e, portanto, suscetíveis a um maior impacto ocasionado pela Covid-19, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Neste contexto, é importante que os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) também sejam levados em consideração ao pensar a vulnerabilidade à Covid-19.

No Brasil, os povos indígenas, vivendo em terras indígenas, são mais vulneráveis à doença, uma vez que doenças infecciosas nesses grupos tendem a se espalhar rapidamente e atingir grande parte da população devido ao modo de vida coletivo e às dificuldades de implementação das medidas não farmacológicas, além de sua disposição geográfica, sendo necessário percorrer longas distâncias para acessar cuidados de saúde, podendo levar mais de um dia para chegar a um serviço de atenção especializada à saúde, a depender de sua localização.

Em consonância a esses determinantes, encontram-se também as populações ribeirinhas e quilombolas. A transmissão de vírus nessas comunidades tende a ser intensa pelo grau coeso de convivência. O controle de casos e vigilância nestas comunidades impõe desafios logísticos, de forma que a própria vacinação teria um efeito protetor altamente efetivo de evitar múltiplos atendimentos por demanda.

Grupos prioritários também são definidos pelas atividades que apresentam maior exposição ao vírus, como trabalhadores de saúde, profissionais da área de segurança e professores.

A vacina da Covid pode ser tomada junto com a vacina da gripe?

Deve ser respeitado o intervalo mínimo de 14 dias entre a aplicação das duas vacinas. A vacina contra a influenza deve ser aplicada 14 dias após a segunda dose da vacina CoronaVac contra a Covid-19.

A vacina contra a influenza pode ser tomada 14 dias após a primeira dose da vacina Astra Zêneca contra a Covid-19. Também pode ser aplicada 14 dias antes ou depois da segunda dose da Astra Zêneca.

É preciso levar o cartão vacinal onde a vacina Covid-19 foi registrada.

Quem ainda não recebeu a primeira dose da vacina Covid-19 e faz parte dos grupos prioritários, mas ainda não há previsão de data para a sua vacinação, já pode procurar a vacinação contra a influenza.

O que fazer caso apresentar algum evento adverso?

Ligar para o Disque Vigilância -150 / RS. Este é um canal direto de comunicação, para esclarecimento de dúvidas da população sobre segurança e efeitos adversos da vacinação.

Ou ainda, os profissionais de saúde, enfermeiras, médicos e dentistas, contam com suporte técnico através de teleconsultoria do TelessaúdeRS-UFRGS da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O serviço, que funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h pelo 0800 644 6543, contribui com informações referentes a eventos adversos pós vacinação, colaborando no processo de farmacovigilância das vacinas utilizadas na Campanha contra a Covid-19.